sexta-feira, 31 de julho de 2009

Mais uma semana de férias

Minhas aulas foram adiadas em uma semana. Vale ressaltar que será a última vez que terei um semestre letivo se iniciando. A última! Logo, essas férias que serão extendidas em uma semana também serão as últimas férias da minha graduação. E tudo passou tão rápido... E agora? Rumo ao mestrado? A um emprego bizarro? Ao desemprego? Estou me sentindo de novo aquela garota de 17 anos ao finalizar a escola não sabendo que rumo tomar. E digo algo: essa sensação não é boa! Odeio ficar sem rumo, mas por outro lado, a perspectiva que outro começo se inicia me deixa feliz. Mas, já gostaria de saber onde recomeçaria. Um tudo novo faz um otimismo latente crescer dentro de mim. Tudo novo... é... acho que posso me acostumar com essa idéia!

domingo, 3 de maio de 2009

Domingos

Domingo é o dia da semana dedicado a família. É aquele dia que todo mundo toma café da manhã junto. Depois, o pai coloca música alta na vitrola e a mãe vai para a cozinha preparar o almoço, por hora, cantarolando as músicas da vitrola.
Para o almoço,a mãe faz uma comida mais gostosa, deixa a gente tomar refrigerante e tem doce de sobremesa.
A tarde, depois da mãe lavar a louça, e a filha ajudar a secar e guardar, todos vão para a sala assistir filme. No inverno é ainda melhor, porque fica todo mundo junto, no mesmo sofá, em baixo de cobertores.
Depois do filme, o pai faz chocolate quente, e a mãe umas torradas. O lanche é longo, e a conversa boa.
Depois, é a hora de ler jornal. Ou um livro, ou hora da filha fazer alguma coisa que os professores passaram.
No fim da noite, mais papo e uma sopa finalizam esse dia especial.
Quando o dia está bonito, há passeios após o almoço. Quando é para comemorar datas especiais, logo depois do café da manhã, há viagens curtas, para cidades próximas, com direito a almoço em restaurantes pitorescos!

Adoro domingos!

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Feriado Nacional

Hoje, dia 21 de abril, feriado nacional. Tempo de lembrarmos de um dos principais mártires da nossa nação: Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Tempo de refletirmos sobre o que já se foi feito pela independência da nossa nação e, principalmente, pensarmos se na realidade somos independentes de verdade.
Considero também, que seja o momento propício para refletirmos sobre nossos heróis nacionais. Aí, que a sitiação complica... pois numa nação onde jogadores de futebol, ex-participantes de realites shows e cantores de música de qualidade questionável são mais valorizados que os verdadeiros heróis que lutam por um país mais justo e livre, ou cientistas, que apesar de todas as barreiras econômicas fazem descobertas que salvam vidas e proporcionam uma maior qualidade de vida para a população, isso sim, vale minutos dos nossos atribulados dias para uma séria reflexão.
É este o país que queremos? Somos de verdade livres? Ou somos apenas fantoches que valorizam todos aqueles que nos mandam valorizar, e mais grave, idolatrar?
Feliz Feriado!

domingo, 20 de abril de 2008

Um dos meus textos favoritos de um dos meus ídolos...


O discurso final do filme "O Grande Ditador"

"Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar e desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover a todas as nossas necessidades.O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.A aviação e o rádio nos aproximou. A própria natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem, um apelo à fraternidade universal, a união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhares de pessoas pelo mundo afora. Milhões de desesperados: homens, mulheres, criancinhas, vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes. Aos que podem me ouvir eu digo: não desespereis! A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia, da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.Soldados! Não vos entregueis a esses brutais, que vos desprezam, que vos escravizam, que arregimentam vossas vidas, que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos. Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação regrada, que vos tratam como gado humano e que vos utilizam como bucha de canhão. Não sois máquina. Homens é que sois. E com o amor da humanidade em vossas almas. Não odieis. Só odeiam os que não se fazem amar, os que não se fazem amar e os inumanos.Soldados! Não batalheis pela escravidão. Lutai pela liberdade. No décimo sétimo capítulo de São Lucas está escrito que o reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou grupo de homens, mas de todos os homens. Está em vós. Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas; o poder de criar felicidade. Vós o povo tendes o poder de tornar esta vida livre e bela, de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo, um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam. Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão. Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e a prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontrares, levanta os olhos. Vês, Hannah? O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam. Estamos saindo da treva para a luz. Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah. A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança. Ergue os olhos, Hannah. Ergue os olhos."

sábado, 8 de março de 2008

Arte em baixa

Um dia, certa pessoa questionada se o Cine Clube Carcará deveria receber verbas para poder realizar seus projetos e possibilitar atividades simples e necessárias, como a limpeza do espaço, respondeu que não, pois além de ser o último na lista de prioridades da Divisão de Assuntos Culturais da Universidade Federal de Viçosa, ele não apresentava retorno financeiro para a universidade.
Aí questionamos: se a Universidade Pública é um patrimônio público, mantida com o dinheiro público, não deveria dar um retorno aos cidadãos comuns, que com seu suado salário pagam seus impostos e conseqüentemente, mantém a Universidade? Este retorno também não se traduziria em apresentações artístico-culturais acessáveis à população? O cinema não é também uma arte que deve ser valorizada e financiada? Por ser um evento “pequeno”, que atraia poucas pessoas, o Alucine no Cine não merece atenção? A universidade então, seria tal como uma casa de shows, cujas apresentações trariam resultados financeiros elevados?
Mas os questionamentos não param por aqui!
O caso então, além do dinheiro, seria a projeção? Com certeza trazer um show do Tianastácia resulta em uma projeção muito maior que exibir um filme do Ingmar Bergman. Vale ressaltar que, além de ser uma banda extremamente popular, tal show recebeu financiamento de grandes empresas privadas. Mas qual dos dois resulta em uma ampla reflexão sobre a vida e valores sociais? Nada contra o show da banda mineira, pelo contrário, é importante, mas é um entretenimento, enquanto os filmes de Bergman, além de proporcionar à comunidade de Viçosa reflexões, são clássicos do cinema internacional, cujo valor artístico é inquestionável.
Será que aí entra uma questão muito mais séria: atividades que induzem a reflexão estão sendo boicotadas? Será que estamos retornando à Ditadura Militar?
O caso é sério, caros amigos, a manutenção da arte clama por socorro na UFV!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Antepassados

De todos os lugares que já estive o que eu mais gosto é do Centro do Rio de Janeiro, minha cidade natal. Apesar da má conservação dos prédios, da sujeira e de que a máxima que para o homem o mundo é um “imenso banheiro” se confirmar com força total, o Centro do Rio tem um charme todo especial. Aqueles paradoxos me fascinam! O antigo ao lado do moderno, o belo e o feio, a riqueza e a pobreza. O caos urbano me atrai e me deixa mais viva. É algo inexplicável.
Destaco em especial um cantinho adorado: o Centro Cultural Banco do Brasil, o CCBB para os íntimos. Lembro a primeira vez que estive lá. Fui com uma tia e uma prima. Iríamos a princípio ao cinema. Ao chegarmos à bilheteria descobrimos que minha prima havia esquecido a carteirinha de estudante e não tinha como provar que tinha mais de 14 anos, a censura do filme. Então, nós três resolvemos sair para passear, foi nessa, que minha sábia tia resolveu nos levar ao CCBB. Não lembro mais qual era a exposição, só lembro que foi amor à primeira vista, a partir desse dia visitá-lo é item indispensável nas minhas férias, pois não moro mais no Rio, e se morasse, acredito que iria toda semana!
A última exposição visitada foi Lusa, fechando a trilogia de exposições sobre as etnias formadoras da nossa nação. A primeira, Caminhos da África, mostrou a riqueza e a beleza de um povo tão menosprezado e subjugado pelos ocidentais. Por ti América, a segunda, provou que os habitantes originais da nossa terra não eram os selvagens que a História insiste em pintar e muitos teimam em continuar acreditando. Lembro de um sujeito que estava ao meu lado comentar ao observar uma peça que tal artefato só poderia ter sido feito por algum europeu aportado em solos americanos antes das Grandes Navegações. Sim, temos que agüentar tais comentários...
Lusa fechou com chave de ouro. Criatividade não faltou aos organizadores da exposição que contou um pouco a história dos portugueses. Cada sala representava um período de influências, e cada sala possuía uma trilha sonora característica, transportando o visitante numa suave viagem ao passado. Minha sala preferia foi a dedicada a influência árabe em Portugal. Pode ser por se tratar de meus antepassados ou por ser fascinada pela cultura daquele povo, mas só posso dizer que adorei.
Fato engraçado: na sala dedicada a ilustrar o comércio português, estavam expostos grandes vidros com frutas e especiarias. Ao lado um aviso: “É proibido ingerir os alimentos”. Cada dia, menos me surpreendo com o ser humano.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Realismo Fantástico

A vida imita a arte, a arte imita a vida. Sim, começarei este texto com este clichê. Tenho pensado muito sobre isto ultimamente. Ao ler os jornais percebemos que este clichê não condiz muito com nossa realidade, mas, o que é a realidade? Vivemos como reféns de uma dita realidade, por isso, a partir de hoje declaro que escolhi viver na realidade fantástica!

Prefiro acreditar que as pessoas são boas, que o bem sempre vai vencer o mal, que existe o verdadeiro amor... Prefiro acreditar que vivo num livro de Gabriel Garcia Márquez onde, apesar de tudo, o amor triunfará! Podem imaginar que estou romântica hoje. Pode até ser, mas acho que decidi viver num mundo mundo que pode dar certo.

Cansei de ouvir que existe corrupção, que na verdade todos querem passar os outros para trás! Cansei de ouvir que sonhos não se tornam realidade! Cansei de me dizerem em que devo acreditar!

A partir de hoje serei utópica, vou acreditar nas pessoas, vou viver a realidade fantástica que escolhi. Até um dia que cairei lá do alto e verei que nada disso é verdade. Mas até lá, posso dizer que vivi.

Ah... tanto faz...